[Resenha] A Prisioneira do Tempo

15 de abril de 2020

Título: A Prisioneira do Tempo
Autor: Kate Morton
Editora: Arqueiro
Páginas: 448
Ano: 2020
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*Cortesia da editora
Sinopse: Ninguém se lembra do meu verdadeiro nome.
Ninguém sabe a verdade sobre aquele verão.
No verão de 1862, um grupo de jovens artistas liderado pelo talentoso e passional Edward Radcliffe segue para Birchwood Manor, uma bela casa de campo às margens do rio Tâmisa. O plano é passarem um mês isolados em uma aura de inspiração e criatividade. No entanto, ao fim do verão, uma mulher está morta e outra desaparecida, uma herança inestimável se perdeu, e a vida de Edward está arruinada.
Mais de 150 anos depois, Elodie Winslow, uma arquivista de Londres, descobre uma bolsa de couro contendo dois itens aparentemente sem conexão: a fotografia de uma mulher de aparência impressionante, vestida em roupas vitorianas, e o caderno de desenho de um artista, que inclui o rascunho de uma grande casa à beira de um rio.
Por que Birchwood Manor parece tão familiar a Elodie? E quem é a linda mulher na fotografia? Será possível, depois de tanto tempo, desvendar seus segredos?
Narrada por diversos personagens ao longo das décadas, A prisioneira do tempo é uma história de assassinato, mistério e roubo, de arte, amor e perda. Entremeando cada página, há a voz de uma mulher que teve seu nome apagado da história, mas que assistiu a tudo de perto e mal pode esperar pela chance de contar sua versão dos fatos.
Resenha
Elodie Winslow está prestes a se envolver em uma busca intensa pela verdade apagada pelo tempo, o ano é 2017 e de repente ela se vê às voltas com histórias de mais de cem anos antes, e por incrível que pareça, por mais que não faça sentido, ela reconhece a casa na qual um grande incidente aconteceu, não poderia ser apenas coincidência, Elodie sabe que não é. De alguma maneira a casa da história que a sua mãe lhe contava antes de morrer é a mesma casa de um mistério que dura por anos. Mas como isso é possível?
“─ Com tanta exatidão assim? Fala sério, pai. É a mesma casa. Os detalhes são idênticos. Mais que isso, o artista captou a mesma sensação causada pela casa da história. Você não consegue perceber?”
Elodie é arquivista em Londres e se deparou com um objeto curioso, uma bolsa-carteiro no fundo de uma caixa, uma bolsa que teve valor inestimável para seu dono na época, está gasta, com marcas do tempo, mas o que mais lhe desperta interesse não é a bolsa em si e sim o que há dentro dela. Um caderno de desenhos e a fotografia de uma mulher, linda e enigmática. Ao folhear o caderno ela vê alguns esboços e reconhece imediatamente a casa com a qual cresceu imaginando, a casa das histórias de sua mãe.  Quem é o artista? A casa realmente existe? Quem é a mulher na fotografia? Como tudo se conecta? Elodie trabalhará incansavelmente para descobrir.
1862, Edward Radcliffe convida alguns amigos para passarem o verão em sua nova casa, a Birchwood Manor. Há casa por si só já é misteriosa, há lendas sobre ela e sobre o terreno em que foi construída, mas para o grupo de amigos ela é um cenário de inspiração para pinturas e fotografias, eles são artistas. Edward é um pintor talentosíssimo e tem o costume de ficar obsessivo pelo seu trabalho, então quando contratou uma nova modelo e ficou fissurado por ela ninguém estranhou, até que perceberam algo diferente, essa mulher havia conquistado o coração dele.

O seu nome verdadeiro é um mistério, os amigos a chamam de Passarinho, um apelido carinhoso dado pelo pai, mas artisticamente ela é conhecida por LiLy Millington. A história de Passarinho é muito triste, precisou aprender a fazer coisas das quais não gosta para conseguir sobreviver, era obrigada a fazer tudo o que a senhora que ficou encarregada de cuidar dela mandava. Um orfanato em que cada criança tinha que pagar a sua estadia e a tarefa de Passarinho era roubar, atrair pessoas ricas com a sua aparência ingênua e roubar o que pudesse. E foi assim por anos.
Quase completando dezoito anos, Passarinho conhece Edward e ele a contrata para pintá-la, o que alegra muito a dona do orfanato, pois ele está disposto a pagar uma grande quantia por cada novo trabalho. Rapidamente, Lilly (é assim que ela se apresenta a ele) e Edward têm uma conexão única, enquanto estão juntos nada mais importa, tudo ao redor deles desaparece e restam apenas os dois, as telas, as tintas os pinceis. É visível a paixão com que ele a pinta. As luzes, as cores vibrantes, o olhar desafiador. Seus amigos percebem, sua família percebe e a sua noiva também percebe.

Quando Edward convida seus amigos para a nova casa, ele tem em mente um mês de inspiração em um cenário propício a despertar criatividade, pretender fazer lindas pinturas ali. Ele convida Lilly, mas não convida a noiva. Mas o que deveriam ser dias maravilhosos acaba se tornando uma tragédia, com a morte de uma mulher e o desaparecimento de outra. E uma herança de família também se perdeu, fazendo com que teorias surjam sobre o que poderia ter acontecido naquela casa, mas nada do que a polícia tinha tido, nada do que pesquisadores tenham afirmado e escrito, nada disso se compara à verdade, nada chega perto do que realmente aconteceu naquela grande tragédia.
“As histórias precisam ser contadas, senão morrem.”
Minha impressão
A Prisioneira do Tempo é uma linda e dolorosa história de amor, um amor puro e intenso. Kate Morton nos entrega uma trama repleta de segredos e que cada vez mais nos deixa instigados para descobrir a verdade.  Passado e presente se unem diante de nossos olhos, o tempo se mescla para nos contar a história de uma mulher que foi injustiçada, teve o seu nome apagado e nunca conseguiu contar o que aconteceu, nunca conseguiu revelar nem mesmo o seu verdadeiro nome.

Eu me envolvi tanto com essa leitura, a escrita da autora é muito gostosa e ela trouxe personagens tão bem construídos que a impressão é a de que eles realmente existiram. Kate Morton dá alguns detalhes históricos que deixam tudo ainda mais fascinante. Quem gosta de Lucinda Riley certamente vai se encantar com A Prisioneira do Tempo.

A mulher misteriosa espera pelo momento em que poderá contar a verdade, mas é preciso resistir pacientemente ao tempo, aos anos que se passam enquanto ela está sozinha e sem poder dar voz à sua história. Durante muitos anos ela não teve com quem dividir a verdade, mas chegou a hora, ela, enfim, poderá revelar cada um dos segredos.

Elodie trabalha como arquivista quando se depara com uma bolsa-carteiro que pertenceu a Edward Radcliffe, um pintor renomado do século XIX. Na bolsa estavam seu caderno de desenhos e a fotografia de uma mulher. Ela não faz ideia de como esses itens foram parar nos pertences de outro homem importante, mas que não há registros de que houvessem se conhecido. Além do mais, a casa que aparece nos desenhos de Edward é idêntica à casa das histórias que sua mãe lhe contava. E a mulher enigmática da foto tem algo de especial nela. Elodie parte em uma investigação própria para descobrir como tudo isso está conectado. O que ela não esperava era encontrar a sua própria história interligada a esses fatos.

Um romance histórico encantador e que nos rouba o fôlego, uma trama arrebatadora, um livro que nos transporta para dentro de suas páginas e nos faz viver através do tempo em uma mistura perfeita entre passado e presente, com uma narrativa profunda e envolvente.

Minha nota para o livro

7 comentários:

  1. Oi, Beatriz como vai? Que bom que você gostou da leitura. O livro parece ser excelente. Abraço!

    https://lucianootacianopensamentosolto.blogspot.com/

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  2. Olá!
    Gostei demais dessa resenha, quero muito ler esse livro e vou procurar para ler.
    Amei a história e a forma como você abordou.
    Beijocas.

    https://www.parafraseandocomvanessa.com.br/

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  3. Oi Beatriz.

    Adoro história que mostra o Passado e presente e pela sua resenha parece ser uma história linda. Também foi bom saber que é romance histórico e arrebatador.Vou adicionar na meta de leitura. Obrigada pela dica e parabéns pela resenha.

    Bjos

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  4. Olá, tudo bem? Eu fiquei apaixonada por essa capa desde que vi, estou com esse livro para ler esse mês ainda e estou cheia de expectativas!
    Amei as suas considerações sobre a obra.

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  5. Opa, tudo bem por aí?

    Que capa linda! Adoro capas assim... Bem, de início, a premissa chamou bastante a minha atenção, afinal, mistério sempre chama kkk. Mas depois quando o romance apareceu, fiquei um pouco desanimado. Essa não é muito a vibe de leituras que estou seguindo atualmente, sabe? Mas adorei sua resenha!

    Abraços.
    www.acampamentodaleitura.com

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  6. Oi, tudo bem?

    Estou com esse livro há muito tempo na minha lista de desejados, espero poder ler em breve e saber que foi um livro tão bom para ti, me empolga ainda mais

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