[Resenha] Susan Não Quer Saber do Amor

17 de novembro de 2021

 

Título: Susan Não Quer Saber do Amor
Autor: Sarah Haywood
Editora: Intrínseca
Páginas: 336
Ano: 2021
*Cortesia da editora
Sinopse: Nesta estreia charmosa e comovente, a jornada não convencional de uma mulher para encontrar o amor significa aprender a abraçar o inesperado.
Para Susan Green, emoções confusas não se encaixam na equação de sua vida perfeitamente ordenada. Ela tem um apartamento que é ideal para um, um trabalho que combina com sua paixão pela lógica e um "arranjo interpessoal" que oferece benefícios culturais e outros mais íntimos. Mas, de repente, confrontada com a perda de sua mãe e a notícia de que ela está prestes a se tornar mãe, o maior medo de Susan se concretiza. Ela está perdendo o controle.
Então conhecemos Rob, o duvidoso, mas bem-intencionado amigo de seu irmão indolente. Conforme a data de parto de Susan se aproxima e seu mundo vira ainda mais de pernas para o ar, Susan encontra um aliado improvável em Rob. Ela pode ter a chance de encontrar o amor verdadeiro e aprender a amar a si mesma, se ao menos ela puder descobrir como deixar ir.

Resenha
Susan é uma mulher extremamente metódica e que não gosta de coisas fora do lugar ou agir por impulso, para Susan, é preciso pensar muito antes de tomar qualquer decisão. Aos quarenta e cinco anos, sua vida é completamente planejada desde a hora em que acorda até a hora que vai dormir. Então, para o seu profundo desespero, pouco a pouco o seu mundo perfeito vai desmoronando e ela se vê em meio a um total descontrole.

Tudo começa quando ela recebe uma inesperada ligação do seu irmão para informar a triste notícia de que sua mãe morreu. A morte da mãe não poderia ter acontecido em um momento mais inoportuno, agora ela terá de lidar com as questões que envolvem o falecimento da mãe ao mesmo tempo em que precisa descobrir o que vai fazer com o ser que cresce dentro dela.  Sim, Susan está grávida!
Susan nunca quis um relacionamento amoroso com alguém, mas aprecia a companhia masculina, então há cerca de dez anos ela encontrou um homem que queria exatamente a mesma coisa que ela: um companhia para ir a alguns eventos, jantares, sair para relaxar e ter encontros íntimos. A regra desse acordo é que eles não poderiam se aprofundar demais no relacionamento fazendo perguntas mais pessoais e qualquer um dos dois poderia interromper o arranjo sem que o outro fizesse perguntas. E funcionou por um longo tempo, mais do que eles teriam imaginado no começo.

Susan fica revoltada porque o parceiro relaxou com as devidas providências e ela acabou com esse incomodo para resolver sozinha. Susan é independente e não gosta de aceitar ajuda de outras pessoas, enxerga isso como uma fraqueza e não pode se permitir ser fraca. Desde pequena ela teve de aprender a ser forte e cuidar de si mesma, agora não será diferente. O problema é que essa gravidez inesperada e a morte repentina da mãe a deixaram desestabilizada. E, para piorar, ainda tem o testamento no qual a mãe deixa para o irmão de Susan a casa para usufruto.
Susan é advogada, mas não exerce a profissão porque não gosta de lidar com pessoas, só que agora vai precisar colocar em prática tudo o que aprendeu porque ela quer desacreditar o testamento sob a alegação de que o irmão manipulou a mãe e que ela não estava totalmente sã quando o assinou. Começa uma verdadeira briga na justiça. Enquanto faz pesquisas sobre o caso, Susan descobre mais sobre a própria família e sobre o passado, segredos que estavam há muito tempo ocultos vêm à tona para bagunçar ainda mais a vida organizada de Susan.

Seu comportamento introvertido e suas conversas ríspidas acabam afastando-a das pessoas. E quando pensa que não precisa de ajuda nessa nova fase de sua vida, ela descobre que não poderia estar mais enganada, que vai precisar de amigos por perto e começa a permitir que eles se aproximem. Como a vizinha Kate, que está sozinha com os filhos pequenos depois que o marido a abandonou, e o Rob, que é amigo do irmão de Susan e ela acha que não pode confiar nele.
Minha impressão
Que leitura mais gostosa! A proposta de “Susan não quer saber do amor” é bastante atual e a escrita da autora nos envolve de tal maneira que nem nos damos conta das páginas se passando. Susan é uma mulher forte, independente, que gosta das coisas organizadas e não faz nada que não esteja planejado. Ela não quer um relacionamento amoroso com ninguém, então mantém há anos um arranjo com um homem que quer o mesmo que ela: apenas a companhia do sexo oposto para sair e se divertir e encontros mais íntimos quando precisam.

Esse acordo entre eles estava indo muito bem,mas depois de tanto tempo ela engravidou e seu mundo organizado saiu do eixo. Para piorar, a mãe dela morre e deixa a casa da família para o irmão irresponsável de Susan. Ela resolve levar o caso à justiça e os próximos meses serão de muita luta... tanto na questão do testamento quanto no inconveniente ser que está crescendo dentro dela e que ela não tem ideia do que fazer com ele.

A autora nos entrega uma personagem complexa e explora sua personalidade com brilhantismo, nem sempre podemos gostar de Susan ou entender seus questionamentos, mas é certo que nos vemos envolvidos com a trama e a personagem vai nos conquistando com o seu jeito todo áspero de ser. Desde o começo eu torci para Susan, queria que as coisas dessem certo para ela e me frustrava quando algo dava errado. Algumas vezes eu tinha vontade de entrar no livro para dar umas boas sacudidas nela e dizer que as pessoas podem ser legais, sim, sem esperar algo em troca, que aceitar ajuda não é sinal de fraqueza e que abrir o coração para o amor não é ser contrária ao feminismo.

É uma leitura fluída e cheia de mensagens importantes. Gostei muito de ter tido essa experiência de leitura e recomendo o livro!  


Minha nota para o livro



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