Eve e Charlie conseguiram uma oportunidade única na compra de uma casa antiga. Elas mal acreditaram na sorte que tiveram, mesmo que o imóvel estivesse em péssimas condições. A ideia era reformar para revender ou demolir, já que a propriedade toda parecia ser desconjuntada.
Esse é o negócio delas, comprar e revender. E tudo parecia ir bem, até que uma família bate à porta e absolutamente tudo começa a dar errado e... bem, a sair do lugar.
Eve estava sozinha em casa no exato momento em que Thomas Faust e sua estranha família apareceram. Thomas disse ter crescido naquela casa e gostaria de mostrar para a família. Embora Eve desejasse fortemente mandá-los embora, acaba cedendo e os deixa entrar. Esse foi seu maior erro.
Conforme Thomas adentrava cada vez mais, mostrando detalhes que somente alguém que realmente morou ali saberia, coisas estranhas começam a acontecer e Eve tem a sensação de algo terrível está para acontecer. Seu desespero aumenta conforme os minutos passam.
E quando Charlie, enfim, volta para casa, Eve acha que a família vai embora, mas eles vão ficando. Não notam, ou fingem não notar, que estão sendo inconvenientes e pouco a pouco ganham liberdade e intimidades. Mas além da família, há algo à espreita e só Eve percebe.
Enquanto objetos somem e coisas mudam de lugar, Eve conhece a história de Thomas e sua irmã paranóica. E tudo isso a deixa ainda mais assustada. No entanto, quando Charlie desaparece é que o verdadeiro terror começa a acontecer e Eve precisa correr contra o tempo para evitar que o pior aconteça.
Minhas impressões
Receber visitas indesejadas já é ruim, mas e se os visitantes se recusassem a ir embora e começassem a assumir sua casa? Eve está passando por essa situação e nada do que faça parece surtir efeito para expulsar aquela família.
Nós já moramos aqui é um suspense sobrenatural com toques de horror e nos lança para um labirinto psicológico que não parece ter saída. Os pensamentos confusos de Eve nos deixam em dúvida sobre o que é ou não real.
Ao mesmo tempo em que a trama é assustadoramente angustiante, ela também traz questionamentos interessantes sobre ansiedade e transtornos mentais. Eve tem um passado misterioso que pouco se revela, mas que contextualiza suas crises de ansiedade e serve como base para a construção de sua personalidade.
Ler seus pensamentos intrusivos me deixava dividida entre acreditar que o que estava acontecendo era sobrenatural ou se tudo era criação de sua mente. E essa dúvida perdura por toda a leitura, mais ainda quando realidades paralelas parecem coexistir, deixando pequenos detalhes se mesclarem e levantarem mais duvidas.
E já no final, quando Emma surge (quem leu vai entender), foi que pensei ter sido feita de trouxa. Mas segui acreditando em Eve. Como ela disse, as migalhas estão lá, só segui-las. E o último capítulo pode ser o decisivo, foi ele que me fez escolher um lado da história.
Leiam, adorei e recomendo. Mas, aviso, ele tem toques leves de horror.















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