[Resenha] Até o último de nós

5 de março de 2026

Título: Até o último de nós || Autor: Freida McFadden 

Editora: Arqueiro || Páginas 224 || Ano:2025

Resenha

Um casamento desgastado, uma mãe exausta e uma viagem que promete trazer coragem para dar um basta à relação que já acabou há muito tempo. É isso o que Claire espera da viagem de férias programada para uma semana. Ela reservou quartos separados, embora o marido não tenha ficado satisfeito com isso.

Passar uma semana com os amigos — e com o marido — vai proporcionar a ela o merecido descanso, além de dar coragem para pedir o divórcio. Mas ter reservado quartos separados tem um motivo... a facilidade de fazer o que quiser, com quem quiser, sem que o marido saiba.

Noah já estava estressado antes mesmo de sair de casa, uma discussão mais acalorada com a esposa era só questão de tempo e no trajeto até a pousada situações conflitantes não vão faltar. Os outros dois casais de amigos notam que Claire e Noah não estão bem e o clima pesa a cada minuto.

Mas as coisas vão ficar realmente preocupantes quando o carro quebra no meio do nada, deixando os seis amigos isolados em uma floresta. Sem sinal de celular, só resta deixar o carro e seguir a pé na tentativa de chegar à pousada, o grupo tem um mapa e uma bússola,  no entanto, horas e mais horas se passam e não há o menor sinal de civilização. 

Obrigados a vagar pela floresta e a dormir sem um teto, os amigos ficam cada vez mais preocupados já que o estoque de comida está acabando, eles não têm fonte de água potável e parece que um animal selvagem está à espreita. Mas o que eles não sabem é que dentro do grupo há alguém que planejou matar um por um.

Quando a primeira morte acontece, chegar à pousada se torna ainda mais importante. Porém, não importa o quanto andem, não chegam a lugar algum. E Claire vai precisar escolher entre confiar em seu marido ou confiar em um amigo que diz querer seu bem. O problema é que os dois parecem esconder algo e ela não sabe com qual deles estará segura.

Minhas impressões

"Às vezes, as dificuldades trazem à tona o que há de pior nas pessoas."

Livros de suspense com personagens isolados sempre rendem histórias intrigantes, adicionar a isso assassinatos misteriosos deixa a trama ainda mais interessante. A narração é feita por Claire e, sendo livro da Freida McFadden, eu já comecei a desconfiar que ela estivesse manipulando a verdade e contando sua versão distorcida do que estaria acontecendo.

Noah, pela visão de Claire, é um tremendo embuste, aquele tipo de marido encostado que espera a esposa até para separar suas cuecas. Eu ficaria com raiva dele se não tivesse desconfiado da Claire. E ela não é flor que se cheire, tem um segredo em relação ao casamento que pode ser ou não a causa do marido ter mudado tanto. Mas independente do que seja, julguei muito esse segredo dela quando descobri o que era e a achei muito sonsa, já não gostava dela antes e passei a gostar ainda menos depois.

Os demais personagens são todos insuportáveis, um pior que o outro, porém, não queria que eles morressem. Mas parece que não vão escapar e isso e angustiante! Eu ia lendo e pensando se eles conseguiriam sair da floresta ou pelo menos quantos sairiam vivos.

Dessa vez, achei que a trama tem muito para surpreender, ainda que logo na primeira morte eu tenha descoberto qual seria a grande reviravolta. Só que eu só descobri porque um dos meus livros preferidos tem essa mesma estratégia. Quando aconteceu a morte eu pensei assim "hum, tá com cara de ser igual ao livro X". E aí conforme as páginas iam passando eu já lia procurando por pistas que validassem minha teoria e me senti adorável por ter acertado!

O final eu não achei daqueles mirabolantes que a autora costuma entregar, mas gostei do desfecho e de ter sido redondinho, sem deixar a cargo do leitor decidir se acredita ou não. Foi uma leitura que me envolveu e gostei bastante.

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