[Resenha] A inquilina

16 de fevereiro de 2026

Título: A inquilina || Autor: Freida McFadden 

Editora: Record || Páginas 350 || Ano:2026

Resenha

A vida de Blake parecia estar perfeita! Noivo de uma mulher linda e que faz cookies deliciosos, ele foi promovido no trabalho e estava fazendo muitos planos para o futuro, mas de uma hora para a outra foi demitido por suspeita de vazar informações sigilosas da campanha e lucrar com isso.

Agora, sem dinheiro para quitar o financiamento da casa, sem emprego e sem ter o que fazer, Blake aceita a sugestão de sua noiva para que eles aluguem o quarto de hóspedes e, dessa forma, possam ter uma renda a mais para ajudar nas despesas. Contar só com o trabalho da Krista não supriria as necessidades do casal.

Whitney trabalha como garçonete e foi despejada, quando viu o anúncio do quarto ela não pensou duas vezes e se candidatou, Blake e Krista a aceitam como inquilina e a jovem se muda quase que imediatamente. Ela não tem muitos bens e parece estar precisando muito de um lugar para ficar.

Whitney se sente bem recebida pelo casal, bem até demais, e começa a ficar à vontade. Blake deixa que ela use suas coisas, compartilha cereal, produtos de higiene e até fica com ela assistindo à televisão enquanto ambos estão sem sono e Krista dorme pesadamente no quarto. Ela é bonita, suas roupas de dormir são finas e chamam atenção dele e a intimidade entre os dois vai aumentando... até despencar!

Desde que a inquilina chegou, situações estranhas começaram a acontecer e estão perturbando Blake intensamente. Krista parece não notar, o que o deixa ainda mais irritado. Para Blake, Whitney foi morar em sua casa com o único propósito de acabar com a vida dele, destruir seu noivado. Mas por quê? Quais motivos ela teria para isso? 

Quanto mais reclama da inquilina, mais as coisas saem do controle e Blake se vê em meio a uma crie enorme sem saber como resolver, ou melhor, ele tem uma saída e está disposto a fazer o que for preciso para dar um fim ao seu problema.

Minhas impressões

Você alugaria um quarto em sua casa para uma pessoa completamente estranha? Daria a essa pessoa acesso à sua intimidade? Blake e Krista deixam que Whitney entre em seu lar, se instale no meio do relacionamento deles e mude completamente a rotina do casal.

Eu passei muita raiva com esse livro, mas é aquela raiva do tipo que a gente se envolve tanto com a história que tem vontade de entrar nas páginas e dar uma boa sacudida nos personagens. Não sei quem me irritou mais, se foi Blake, se foi a inquilina ou se foi a songamonga da noiva dele. Se procurar a palavra lerda no dicionário vai encontrar uma foto da Krista.

Mas é claro que dona Freida McFadden não dá ponto sem nó e tudo o que acontece em A inquilina é intencional. Não tenho dúvidas de que a autora queria transmitir essas sensações no leitor para nos envolver na sua manipulação e tentar nos afastar das pistas. Só que, leitora de suspense há muitos anos e lendo Freidinha compulsivamente nos últimos tempos, peguei o estilo bem característico da autora e matei a charada nas primeiras páginas.

Quando as revelações começaram eu me senti adorável por ter descoberto parte do que estava acontecendo e achei que a autora foi, novamente, genial com as reviravoltas. O que me surpreendeu mesmo foi o final, a maneira como tudo terminou e ainda teve um epílogo para trazer mais uma revelação antes de o livro terminar. 

Quem gosta de suspense ágil e com muitos segredos vai gostar de A inquilina, mesmo que também não se surpreenda tanto, mas vale a pena ver o desenvolvimento e descobrir as últimas cartas na manga que a autora guarda para o final.

Ah, esse livro é narrado por Blake, foi o primeiro livro dela que li quase totalmente pela visão do personagem masculino. Achei diferente, e funcionou, meu ranço por Blake aumentava a cada pensamento tosco dele.

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