[Resenha] Noites Brancas

5 de janeiro de 2026

Título: Noites Brancas || Autor: Fiódor Dostoiévski

Editora: Principis || Páginas 80 || Ano:2020

Resenha

Uma obra sobre solidão, carência e dependência emocional! 


Em Noites Brancas conhecemos o narrador da história, um homem solitário, angustiado, ressentido por não ter ninguém em sua vida, e Nástienka, uma jovem que quer ter novas experiências, sair de casa, ver o mundo e viver um grande amor. Ela mora com a avó, que a prende para que a neta não caia em desonra. Após um episódio constrangedor envolvendo um inquilino, Nástienka começa a ter novas sensações e o desejo de se libertar do domínio da avó. 


Certa noite, quando o Sonhador voltava para casa, encontrou a jovem debruçada na ponte e ficou curioso sobre o que a fazia chorar. Durante as próximas quatro noites, eles se encontram no mesmo horário e trocam confidências. 

 

Noites brancas foi meu segundo livro do autor e minha experiência foi melhor do que com Gente pobre, embora não tenha sido uma leitura que me agradou por completo. Os diminutivos como recurso para indicar fragilidade ou mesmo carinho do Sonhador por Nástienka ficam cansativos e dão um ar infantil à trama.


Outro ponto que me incomodou foram os diálogos. Apesar de possuírem linguagem rebuscada, as conversas entre os personagens são ingênuas, parecem duas crianças conversando. Mas, tendo em vista o contexto histórico e as vivências de ambos, é compreensível.


O Sonhador tem 26 anos e não possui relações interpessoais, extremamente tímido, vive em imaginações. Sua dificuldade social o faz apegar-se à jovem e idealizar uma história que está apenas em sua mente. Já ela, com 17 anos, pode se permitir esse romantismo ingênuo, e ela está sofrendo por amor, encontrando em seu novo amigo um conselheiro.


É um livro com carga dramática muito marcante, que tem um ar melancólico intenso e que nos envolve desde o começo. Não tem como sair da leitura indiferente. A gente sente as dores deles e termina a leitura com um incômodo no peito.

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