Editora: Record || Páginas 308 || Ano:2024
Resenha
Natalie é a melhor vendedora da empresa em que trabalha, é uma mulher carismática e linda, ela sempre consegue tudo o que quer e suas vendas são as maiores do que qualquer um na empresa. Mas Natlie tem seus segredos. Segredos atuais e do passado. Ela nem sempre foi uma pessoa legal e há quem diga que suas atitudes com Dawn, a contadora, são bullying.
Dawn é completamente metódica e regrada, ela tem horário para tudo e tenta se encaixar na empresa. Natalie é alguém com quem Dawn tenta fazer amizade, mas as coisas não saem como ela planejou. Ao que parece, Natalie não gosta dela e Dawn quer encontrar uma maneira de agradar a vendedora para que sejam amigas.
Mas essa é a visão de Dawn sobre a história, na verdade, essa é a versão que ela conta em e-mail para a sua melhor amiga. A contadora descreve detalhadamente cada interação com Natalie e o cenário revelado é cruel. Pelo que descreve, a vendedora beira ao assédio moral ao isolar Dawn, excluí-lá de confraternizações, descredibilizá-la e uma série de situações nas quais Natalie age de modo maldoso.
Mas essa versão é completamente diferente da que a vendedora conta. Natalie afirma que foi a única na empresa que tentou se aproximar de Dawn, todos os demais funcionários a chamavam de esquisita e zombavam de seu hiperfoco e obsessão por tartarugas. E quando Dawn desapareceu, ninguém mais se importou, só Natalie.
Ao descobrir que Dawn não foi trabalhar, algo fora de seu padrão, Natalie ficou preocupada e ao receber uma ligação da contadora pedindo ajuda, Natalie vai até a casa dela para tentar entender o que aconteceu.
A partir de então, as coisas se complicam e uma investigação intensa começa. Dawn e Natalie têm versões diferentes para a mesma história, cabe à polícia descobrir qual dos lados é o verdadeiro.
Minhas impressões
Uma história, duas versões! Quem está falando a verdade? Em A contadora, Freida McFadden nos prende em uma teia de manipulações na qual nada é o que parece e qualquer um pode estar mentindo.
Narrado pelo ponto de vista de Natalie, nós acompanhamos seu empenho em tentar encontrar a contadora que desapareceu. Natalie está preocupada e desde que a polícia entrou em ação ela vem se complicando cada vez mais. Algumas coisas estranhas acontecem e ela não sabe como explicar, sua única certeza é a de que não tem nada a ver com o sumiço da contadora e quer ajudar a encontrá-la.
Também temos capítulos que são pelo ponto de vista de Dawn, porém, através dos e-mails que ela envia para a amiga. O conteúdo das mensagens é detalhado e a contadora mostra um lado de Natalie que não vemos nos capítulos narrados pela vendedora. Para Dawn, Natalie é cruel e ela é ingênua demais para entender isso, então fica correndo atrás de Natalie tentando ser sua amiga.
Um livro viciante, não tem como não ser. Freida McFadden sabe muito bem como deixar o leitor vidrado e ansioso para descobrir todos os segredos. Assim como nos demais livros da autora, esse foi previsível para mim também, mas não uma leitura ruim, pelo contrário. Eu descobri qual era a reviravolta e quem estava enganando quem, mas não sabia a motivação real para isso. Imaginava que sabia e, nesse ponto, fui enganada pela autora. A verdade é bem surpreendente, embora as pistas sempre tenham estado ali, nas entrelinhas, e me senti uma trouxa por não ter percebido antes.
Só o final que me deixou um pouquinho frustrada com o desfecho. Mais precisamente no epílogo. Eu esperava que fosse diferente. Mas tudo bem, isso não vai tirar o quanto gostei da leitura.
Quem já é fã da autora, se joga nessa leitura porque também vai gostar. Se nunca leu nada dela, leia A contadora, é uma leitura que vale a pena.

















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