[Resenha] A Última Música

13 de janeiro de 2020

Título: A Última Música
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Arqueiro
Páginas: 368
Ano: 2019
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*Cortesia da editora
Sinopse: Uma das lembranças mais felizes de Ronnie era se sentar ao lado do pai ao piano e tocar por horas. Porém, desde que ele se separou da mãe dela e se mudou de Nova York, a menina só consegue olhar para o instrumento com raiva e mágoa.
Três anos após o divórcio, Ronnie mal tem contato com ele e a mãe acha que já está na hora de os dois reconstruírem os laços, passando juntos as férias de verão.
Antes um pianista que sempre estava viajando, o pai agora leva uma vida tranquila numa pequena cidade litorânea, imerso no trabalho de reconstrução do vitral de uma igreja, destruído em um incêndio misterioso.
A última coisa que a rebelde Ronnie quer é passar meses num local entediante como aquele, mas aos poucos a brisa da praia e de novas paixões começa a acalentar seu coração ressentido.
Um dos maiores sucessos de Nicholas Sparks, A última música é uma verdadeira celebração de todos os tipos de amor, desde a paixão do primeiro romance e a afeição entre pais e filhos até a devoção à música.
Resenha
Há três anos, a vida de Ronnie mudou drasticamente. O casamento perfeito de seus pais desmoronou e junto com ele a paixão que ela tinha pelo piano. O pai de Ronnie simplesmente foi embora de casa, abandonou a família e ela jamais o perdoou por isso. Jonah, seu irmãos mais novo, também teve dificuldades em aceitar o que aconteceu, mas já consegue falar com o pai, Ronnie não. Ela não quer ver o pai. Não quer ouvir a sua voz. Não quer nem mesmo ler as cartas que ele envia. Mas agora Ronnie será obrigada a passar o verão inteiro com o pai.

Steve, seu pai, é um excelente pianista, ele dava aulas em Juilliard e viajava em turnês, a filha herdou o talento do pai e eles amavam sentar juntos para tocar. As melhores lembranças de Ronnie são ao lado do pai, tocando. Agora ela odeia o piano. Nunca mais quer tocar, não consegue nem olhar para um piano sem sentir raiva. Ronnie se tornou uma adolescente rebelde, faz tudo para irritar a mãe e foi pega roubando.
A mãe de Ronnie obrigou a passar as férias com o pai, o que não foi bem aceito, obviamente. Ronnie está para completar dezoito anos e não vê a hora de ser a dona do próprio nariz. Mas enquanto ainda tem dezessete, terá que ficar o verão com o pai. Quando ela e o irmão chegam à casa do pai o clima não é dos melhores, Ronnie não para em casa e vai direto para um festival que está acontecendo na cidade e lá ela conhece algumas pessoas que vão lhe colocar em confusão em breve.

Enquanto vê a filha tomando decisões para provocá-lo, Steve a trata com compaixão, sem brigas e procura entender as suas motivações, o que irrita ainda mais a filha. Jonah aproveita para passar mais tempo com o pai e o ajuda na construção de um vitral para a igreja que foi incendiada. Steve não é mais o mesmo, Ronnie percebe que o pai está diferente, está mais tranqüilo, sem se importar demais com as coisas. Aos poucos, ela vai se tornando mais próxima do pai, ainda que contrariada.
Ronnie se envolve com uma garota ainda mais rebelde que ela e que tem um namorado abusivo, Marcus se interessa por Ronnie e fará de tudo para tê-la em suas mãos, a jovem percebe que ele é perigoso e procura se afastar o máximo que pode, mas Marcus sempre dá um jeito de encontrá-la. Ao mesmo tempo em que está redescobrindo uma amizade com o pai, Ronnie conhece Will, um rapaz totalmente diferente dela que faz seu coração balançar.

E no meio de toda a loucura que está sendo o verão de Ronnie, ela ainda vai encontrar tempo para proteger um ninho de tartaruga bem na frente de casa, há um guaxinim rondando o lugar e ela não vai permitir que os ovinhos de tartaruga sejam devorados, vai passar algumas noites dormindo do lado de fora da casa para manter o ninho seguro. Will é voluntário no aquário e ajuda Ronnie sempre que pode. Apenas algumas semanas são capazes de fazer a vida de Ronnie mudar novamente, ela não esperava que seu caminho seguisse por um rumo tão diferente do qual ela havia traçado.
“—Tenho fé em Deus que Ele lhe mostrará a resposta. Mas você tem que entender que às vezes leva um tempo para sermos capazes de reconhecer o que o Senhor quer que a gente faça. Em geral é assim. A voz de Deus é geralmente nada mais do que um sussurro, e você tem que prestar bastante atenção para ouvi-lo. Mas, outras vezes, nos momentos mais raros, a resposta é óbvia e soa tão alto quanto um sino de igreja.”
Minha impressão
Destruída, essa é a palavra que me define após terminar a leitura! Eu nem sei por que ainda me surpreendo com a crueldade do Nicholas Sparks, ô escritor para acabar com os nossos corações! Que livro lindo! A Última Música é um livro impecável, intenso, que nos faz refletir sobre a vida, sobre o amor, o perdão.

Desde o começo eu simpatizei com a Ronnie, depois que o pai dela foi embora de casa a jovem mudou totalmente, seu mundo desmoronou e ela começou a se comportar exatamente da maneira como se sentia, o que resultou em uma adolescente rebelde que está dando um trabalhão para a mãe. Ronnie não fala com o pai e foi obrigada pela mãe a passar as férias de verão com ele e isso a deixa irritada. Os dias que passa junto ao pai vão mostrar a ela as coisas por outro ângulo e Ronnie vai descobrir a verdade por trás da partida do pai. E tem um segredo que o pai vem guardando há algum tempo, o principal motivo pelo qual a mãe a obrigou a passar as férias com ele.

A trama é muito envolvente, podemos sentir a raiva que a Ronnie tem do pai e atender entendê-la, mas ao mesmo tempo acompanhamos a rotina de Steve e aos poucos vamos entendendo o que aconteceu com ele para que saísse de casa tão repentinamente. Ronnie se sentiu abandonada, por mais que o pai tenha procurado os filhos, tenha tentado ser presente mesmo estando divorciado, ela nunca quis contato com ele. E nem com o piano, que era a sua paixão. Os melhores dias da Ronnie foram ao piano com o pai e quando ele foi embora ela seu amor pelo piano se transformou em raiva.

O título do livro não poderia ser mais perfeito... e triste e lindo. As últimas páginas me fizeram chorar tanto que eu tive que parar a leitura para me recompor, chorava demais e não conseguia ler. Quando consegui voltar para o livro, o epílogo terminou de destruir meu coração. A Última Música é um livro que mexe demais com a gente, é impossível de ler e não se emocionar com a história. Dos livros do Nicholas Sparks que eu já li, esse se tornou o meu preferido.

Minha nota para o livro

4 comentários:

  1. Olá, tudo bem? Meninaaa, faz tanto tempo que não leio nada do Nicholas Sparks! Tua resenha sem dúvidas me deixou com saudade de ter meu coração destroçado pelas histórias dele, hahaha. Não li esse livro ainda, mas vou tentar ler em breve. Adorei a resenha!

    Beijos,
    Duas Livreiras

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  2. Oi Beatriz.

    Eu tenho alguns livros do Nicholas Sparks aqui em casa, mas li apenas Diário de Uma Paixão. Este ano quero conferir pelo menos 3 livros dele. Infelizmente ainda não tenho este que você mencionou na resenha, mas vou tentar adquiri -lo o mais rápido possível. Parabéns pela resenha.

    Bjos

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  3. Olá, Beatriz! Tudo bem?

    Eu não acompanho de perto os lançamentos/publicações de livros do Nicholas Sparks, mas muitos e muitos anos atrás eu andei lendo alguns livros do autor e curti bastante. Infelizmente eu ainda não li "A última música" e espero poder ler em algum momento. Parabéns pela resenha!
    Abraço!

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  4. Faz muito tempo que não leio nada do Sparks. Eu meio que me desliguei das histórias dele. Mas desse livro eu vi a adaptação. É um filme fofo, dramático. O livro deve ser ainda mais cheio de emoções, entendo mesmo seu choro.

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