O Mínimo Para Viver [Resenha]

5 de outubro de 2017

Desde que eu assisti ao trailer desse filme eu fiquei curiosa com ele, o tema abordado é muito sério e acho importante filmes e livros falarem sobre o assunto. Finalmente pude ver e vim aqui contar a minha opinião para vocês.

Sinopse: Uma jovem de 20 anos sofrendo de anorexia embarca em uma emocionante jornada de autodescoberta em um grupo liderado por um médico nada convencional.
Sobre o filme
Ellen é uma jovem de 20 anos que sofre com a anorexia, ela está obcecada em ter um corpo magro e não consegue enxergar que está morrendo aos poucos. Ellen atingiu um nível de magreza extremamente preocupante. Ela passou por diversos médicos e internações, mas, ainda assim, não consegue vencer a doença. 

A sua madrasta conseguiu consulta com um médico que utiliza métodos bem diferentes no tratamento da doença, na primeira consulta vemos uma conversa entre os dois bem franca e que parece surtir algum efeito em Ellen, pois ela concorda com uma nova internação.
"Você não está magra. Você assusta as pessoas. E acho que gosta disso. Mas, nesse ritmo, um dia não vai mais acordar. E eu não vou tratar se você não quiser continuar viva."
Chegando ao lugar onde ficará internada, Ellen conhece outras pessoas que passam por distúrbios alimentares também e todos buscam vencer os desafios dia após dia, com um passo de cada vez. Ellen se isola um pouco, prefere ficar sozinha e claramente não quer ter alguma melhora, pois não se vê ou não se sente como uma doente. 

Na casa acompanhamos os dramas dos outros jovens, cada um com a sua maneira para burlar as regras e continuar com o mesmo peso ou perder algum. Ellen piora cada vez mais, ela não se alimenta, se recusa a comer. Ellen sente fome, mas acha que se comer não vai mais conseguir parar e vai acabar perdendo o controle do peso. 
Durante o filme também podemos acompanhar outros assuntos que são importantes, como por exemplo: a ausência do pai da Ellen; a mãe que não consegue lidar com a doença da filha; a madrasta que tenta fazer alguma coisa, mas que é egoísta e só pensa em si mesma; uma família que vive em pé de guerra e não apoia a jovem que precisa de ajuda; e, ainda, a homossexualidade da mãe de Ellen. Embora não haja aprofundamento em nenhuma dessas questões, elas estão presentes e passam as suas mensagens.
Minha impressão
Eu até gostei do filme, mas achei que ele abordou muito superficialmente todos os temas envolvidos. Alguns momentos até são intensos e chocantes, mas eu esperava bem mais. Senti falta de algumas explicações que até ficam subentendidas, mas que teria sido bem melhor se fossem exploradas. 

O filme não mostra uma personagem forte e que quer vencer uma doença, pelo contrário, Ellen não acha que está doente e com o passar do tempo só piora. Ela não tenta vencer a anorexia, por mais que saiba que não está bem a Ellen só quer emagrecer, ela fica medindo o braço o tempo todo (escondido) para ver a grossura dele e não fica satisfeita porque a sua mão não fecha envolta do braço. 

O final ficou meio vazio, dá a entender uma coisa e não sabemos o que acontecerá realmente depois disso. Uma das cenas finais eu achei bem constrangedora e completamente desnecessária, não vi sentido algum em colocar uma cena de amamentação de uma pessoa adulta como se fosse um neném outra vez (não dá para falar mais que isso para não soltar spoiler, mas quem já assistiu ao filme vai entender). Também achei desnecessário inserir um romance que nem mesmo é explorado bem, ficou algo confuso.

Tirando os pontos que eu mencionei, O Mínimo Para Viver serve como um alerta e mostra as dificuldades de uma pessoa que sofre com a anorexia. Não é excelente, mas é, sim, um bom filme.

Minha nota para o filme

12 comentários:

  1. Estou chocada em não saber que existia esse filme, obrigada por trazer ele aqui❤
    Gosto muito de temas fortes, vou assistir esse filme hoje à noite, fiquei muito curiosa mesmo sabendo que tu não gostou muito, quero tirar minhas próprias conclusões.
    Li um livro sobre anorexia - esperava mais, mas foi bom. - No livro não gostei do final, mas é um bom alerta também, o nome dele é Garotas de vidro. Se tu tiver lido, me diz o que achou.
    Beijos ❤

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Assisti ao filme sim, ele é bom, eu é que esperava mais dele. Obrigada pela sua dica de leitura, eu não conheço o livro, mas já vou pesquisar sobre ele e adicionar aos desejados.

      Beijos

      Excluir
  2. Tenho a impressão que quiseram colocar mil coisas dentro de uma filme que só cabia 10 e ficou tudo pela metade, não conhecia, mas vou procurar assistir, só pra saber se Ellen se cura.

    Beijos.
    https://cabinedeleitura0.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  3. Oiii Beatriz

    Eu achava que esse filme seria um boom sabe? Fiquei desapontada em saber que ele trata superficialmente os temas, desaproveitaram então todo o potencial que tinha para ser um filmaço. Não sei porquê insistem em romances que não tem nenhum sentido e são desnecessários para a trama em geral...

    Beijos

    aliceandthebooks.blogspot.com

    ResponderExcluir
  4. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  5. Quando eu vi a notícia dessa produção, jurava que seria uma série. Porque para mim também tem esse fato: muitos assuntos secundários que poderiam ser desenvolvidos para gerar um resultado mais completo e, convenhamos, não dá pra fazer isso tudo em um só filme. Fiquei triste em saber que não houve esse desenvolvimento, mas ainda assim pretendo assistir o filme e mergulhar um pouco na história de Ellen. Eu me identifiquei com ela, apesar de nunca ter me consultado para saber, eu sempre fui muito magra, só que não sofro da doença da Ellen, na verdade o meu objetivo era engordar, tomava remédios e nunca fiquei satisfeita, sempre quero engordar mais e parece sempre que meu peso não muda, então fico nessa batalha. Daí quando cê falou sobre "ela fica medindo o braço o tempo todo (escondido) para ver a grossura dele e não fica satisfeita porque a sua mão não fecha envolta do braço" eu me identifiquei tanto, só que comigo é o contrário, eu quero que minha mão não consiga envolvê-lo, então acho que irei assistir o filme pois provavelmente vou me emocionar um pouco e pensar sobre mim.

    Beijos!

    ResponderExcluir
  6. Estava escolhendo um filme para assistir num sábado a noite e quando li a sinopse pensei que seria um bom filme! Sinceramente, classifico-o como regular!! Também achei a cena da amamentação desnecessária. É o tipo do filme para ser visto apenas uma vez. Pelo menos serve como alerta para quem sofre de anorexia!
    Bjs

    ResponderExcluir
  7. Oi Bia!
    Já li uma resenha desse filme que, ao contrário da sua, foi extremamente positiva. Eu lembro que na época fiquei curiosa para assistir, mas agora meio de desanimei bastante. Não curti o fato de os temas terem sido abordados de forma superficial, pois acho que precisamos de profundidade nesse topo de história, coisa que sinto que não vou encontrar nessa obra.
    Beijos

    ResponderExcluir
  8. Olá, Beatriz.
    Esse livro aborda um tema bastante forte, anorexia é uma das doenças que mais me deixam triste.
    Confesso que não gostei do filme, seus pontos negativos me fizeram perder totalmente a vontade de assisti-lo, então dessa vez passo a dica.

    ResponderExcluir
  9. Pois é, eu não tenho vontade de ver esse filme. Nem é pela temática - que é super importante e deveria ser mais abordada -, mas pela forma como eles aparentemente abordaram a anorexia. Pelo que li/vi por aí, é algo meio romantizado e, sendo assim, prefiro não ver.

    ;*

    ResponderExcluir
  10. Curto muito filmes com essa temática, uma pena que não foi tão explicativo, mas fiquei curiosa e coloquei ele na minha lista.
    Amei a resenha!

    ResponderExcluir
  11. Sobre o romance no filme, penso que a intenção foi mostrar que se você se agarrar a alguém ou até mesmo algo você consegue sair de qualquer mal que te atingi, eles poderiam ter colocado qualquer coisa, um animal, um brinquedo ou sei lá, mas colocaram um romance apenas por e mais “fofinho” vamos se dizer!
    A personagem penso que até é forte, porq quem passa ou passou por isso, sabe o quão difícil é aceitar que está mal, e só dela aceitar ter ido fazer o tratamento, já mostra o quanto ela é forte, e ter desistido no caminho foi melhor ainda, por e a nossa realidade, tentamos fazer de tudo pra sair, mas só quando desistimos e pioramos de vez que sabemos a nossa força e que aceitamos que estamos realmente doente!
    O final e melhor ainda, porq a incógnita é a melhor coisa pra quem está passando por algo, a dúvida do que aconteceu nos faz um bem danado!!! Cada um só sabe a sua dor, até onde aguenta, e ela voltando e o filme acabando mostra que a porta está aberta pra ela se tratar, mas não estará fechada se ela quiser morrer! Nossa dor e assim, podemos escolher se queremos enfrentar ou apenas abandonar ela, só cabe a nós decidir!!!
    Eles poderiam ter colocado que ela ficou bem e tals, só que quem sofre com isso sabe que é uma luta diária, que não é com dias, meses ou anos que irá se curar e ate não tem cura esses distúrbios. E nem todos conseguem sair dele e aí causaria uma frustração pra quem sofre é assiti
    E se eles colocassem que ela morreu, poderia causar mortes de pessoas na vida real, porq muitos iriam acreditar que não conseguiram sobreviver mais um dia. Então deixar a dúvida é pra cada um olhar pra dentro de si e decidir se vai viver ou morrer! Que não é um filme fictício falando de coisas do cotidiano que irá nos mostrar o que fazer

    ResponderExcluir