19 de abril de 2017

[Resenha] Aprendendo a Viver

Título: Aprendendo a Viver (Livro 01)
Autora: Illana Lessa
Editora: Bezz
Páginas: 320
Ano: 2014
Leia a sinopse no Skoob
*Cortesia da editora


Resenha
Amanda viveu um grande trauma e as marcas estão com ela té hoje. Ela é uma escritora que está com dificuldades para escrever o seu novo trabalho e se muda para uma pequena cidade para tentar encontrar alguma inspiração. Lá ela conhece Liam, um bombeiro que também carrega um passado doloroso e juntos vão poder aprender a viver e esperar que algo melhor lhes aconteça. Continue lendo a resenha e saiba mais sobre o livro.
Algo muito ruim aconteceu na vida de Amanda, uma cicatriz que jamais poderá se fechar, por mais que tente, Amanda sempre vai ter aquela dor dentro de si. Depois da tragédia ela nunca mais foi a mesma, mas tenta sobreviver da melhor maneira possível, é difícil e ela sempre tem muitos pesadelos com o momento em que a sua vida deixou de ter sentido.

Amanda é escritora e não tem muita facilidade em fazer amizades ou em ter simples conversas com outras pessoas, ela prefere ficar sozinha. Ela precisava terminar um projeto e estava sem inspiração, então mudou-se para uma cidade pequena onde poderia ficar isolada e tentar escrever algo. Em uma noite ruim, ela bebe mais do que deveria e cai no lago perto de sua casa, bêbada e sem forças para lutar pela sua vida. 
"A lembrança daquele rostinho delicado, com os lábios desoxigenados vem à minha mente de novo e eu abro uma garrafa de whisky e quando já estou na metade do copo, sinto-me ficar dormente. Caminho com passos vacilantes até a varanda que tem vista para o lago.[...] Como toda pessoa embriagada não penso direito e ao invés de descer pelo deck, resolvo pular pular a proteção da varanda. Não calculo muito bem e caio direto na água com um baque surdo."
Mas Liam, o seu vizinho bombeiro, apareceu para ajudar e a salva. Amanda garante que está bem e ele não acredita, fica mais um pouco e cuida dela até ter a certeza de que ela realmente está em condições de ficar sozinha em casa. Liam também tem um trauma em seu passado, algo que o machuca sempre mas que ele aprendeu a conviver com a dor.
Liam é carinhoso e a trata muito bem, mas amanda está sempre com um pé atrás. Ela não se deixa envolver facilmente, não só pela coisa horrível que aconteceu em seu passado mas por uma promessa feita. Ela não quer/pode quebrar a promessa e procura evitar se envolver amorosamente com qualquer pessoa. Mas com Liam foi diferente!

Amanda tentou se afastar, tentou não se apaixonar, tentou cumprir a promessa, mas depois de algumas situações ela compreendeu que pode ter a chance de viver novamente e com Liam ao seu lado. Os dois são feridos pelo passado, os dois precisam aprender a viver um dia de cada vez e os dois vão aprendendo juntos a caminhar lado a lado, um dando apoio ao outro. Dificuldades surgem pelo caminho mas o amor que sentem um pelo outro ajuda a superar os obstáculos e a enfrentar as consequências do passado devastador que possuem.
Minha impressão
Vou começar falando das coisas boas! Primeiro, essa capa é maravilhosa e a diagramação está um espetáculo. Cada capítulo se inicia com uma folha preta e em todas as páginas tem um detalhe na parte superior . As letras estão em um bom tamanho para a leitura e os capítulos são curtos. 

O que aconteceu no passado da Amanda é algo que me deixou com uma dor imensa no coração, uma atrocidade sem tamanho! Já no começo a autora deixa algumas pistas sobre o que poderia ter acontecido mas o verdadeiro mistério vai se revelando aos poucos e quando finalmente ele é revelado, nossa, é muito triste. O passado de Liam também, ele passou por uma situação muito traumática e ainda sente o medo do dia em que tudo aconteceu. 

Os personagens possuem características completamente diferentes e com personalidades fortes, eu só não consegui me envolver com eles ou com a história. Eu achei a Amanda imatura e muito tímida, já a sua melhor amiga, Meg, é totalmente ao contrário, ela é desinibida e fala o que vem na cabeça sem colocar um freio. Meg é divertida mas em alguns momentos o jeito dela me incomodou um pouco. 

Agora, o que me incomodou mesmo foi a quantidade excessiva da expressão "oi?" - um vício de linguagem que me deu nos nervos. Não é um "oi" de saudação, é um "oi?" daqueles quando  não se acredita em alguma coisa, por exemplo: "hein?", "como é?". É algo que poderia ser retirado da trama que não faria a menor falta, pelo contrário, só ajudaria. 

Eu achei a trama interessante mas acho que poderia ser melhor trabalhada, algumas coisas podem ser revistas para um melhor desenvolvimento tanto da história quanto dos personagens. É um bom livro e de leitura rápida, só precisa - NA MINHA OPINIÃO - de alguns ajustes. 

Minha nota para o livro

4 comentários:

  1. hahahahahahahaha Eu uso muito o 'oi?!" em meu vocabulário, no dia a dia, em sala de aula, quando estou escrevendo no quadro e o aluno pergunta, 'professora, é pra anotar?' kkkkkk não tive como não rir. Mas confesso que em um livro, que não justifique a intencionalidade do discurso, me incomodaria.

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  2. Oi, tudo bem?
    Gostei das suas fotos, e a xícara ganho um lugar no meu coração, hein? HAUAHAUAHU, RI HORRORES NA PARTE DO OI? AUAHAUHAUHAHU, EU PASSEI PELA MESMA COISA EM UM LIVRO AQUI HUHSUAHSUHSUSHU. A história parece ser bem bacana, algo que me tire da ressaca literária, sabe? Apesar de eu não apreciar totalmente o gênero. Adorei saber que a personagem é escritora, algo que ultimamente nunca mais li, vou ver se dou uma chance!

    Beijos,
    Lu | http://justificou.blogspot.com.br/

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  3. Oi Beatriz, sua linda, tudo bem?
    Achei essas folhas pretas lindas e essa imagem como fundo no cabeçalho das páginas muito delicada. Mas por você não ter conseguido se envolver com a história e com os personagens, confesso que fico desanimada para fazer a leitura. Gostei muito da sua sinceridade.
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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  4. Oi Beatriz, nossaaaa, ao ler sua resenha entendi perfeitamente suas observações negativas sobre o livro, pois é exatamente esse tipo de escrita prematura que estou evitando, gosto de textos mais trabalhados e que passem verdade e profundidade. Mas mesmo assim, não deixei de ficar curiosa em saber sobre o passado traumatizante dos protagonistas. Beijos


    Nara Dias
    Viagens de Papel

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